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Tensão Máxima entre a Grécia e seus credores

18/06/2017 - Mundo

O problema da dívida grega cada vez se parece mais com o famoso labirinto do Minotauro. Em um novo capítulo de o que já se poderia qualificar-se como saga, as autoridades de Atenas fizeram chegar a seus credores um plano que contém uma série de medidas com as que tentar chegar a um compromisso sobre as definições que deve aplicar o executivo heleno, que rejeitou na semana passada a oferta e a puseram sobre a mesa o Eurogrupo, o BCE e o FMI. Desde a semana passada, os negociadores levavam à espera de uma contra-oferta grega, que agora tem sido considerada como insuficiente para libertar os 7.200 milhões de euros pendentes do segundo resgate e encarar o futuro da economia grega com certas garantias.
Nos dias de hoje se estende por Bruxelas, o rumor de uma possível perda de parte da dívida grega, sem que implique a expulsão do país da moeda única. A chave parece estar nas datas: o FMI tem permitido a Grécia agrupar os 1.600 milhões de euros que deve pagar este mês em um único pagamento, que com a atual situação de falta de liquidez, o governo grego não poderia assumir. Estima-Se que a entidade que dirige Christine Lagarde poderia esticar durante mês e meio a declaração oficial de falta de pagamento, prazo que permitiria estender as negociações entre Atenas, o BCE, o FMI e a Comissão Europeia. Trunfos que se têm sobre a mesa são atrasar pagamentos, que se suscitem maiores reformas por parte grega e estabelecer novas condições de resgate.
Neste sentido, os mercados financeiros internacionais salientam que nenhuma das partes lhes convém uma ruptura apesar de que a Grécia reitera uma e outra vez que há umas linhas vermelhas que não têm a intenção de ultrapassá-los. Apesar de tudo, a União Europeia não se atreveria a expulsar a Grécia do euro por medo dos efeitos colaterais que tal medida teria no resto da zona euro. Com esses condicionantes, que abre a possibilidade de que Alexis Tsipras oficialice o calote da dívida grega, faça um cercado para evitar fugas de capitais e solicite um tira sem sair da moeda única. Enquanto isso, a Grécia e seus credores podem estar barajando a possibilidade de estender até março de 2016 o resgate financeiro, em troca de cortes nas pensões, aumentos de impostos e outras medidas, tal como reconhece a imprensa norte-americana.
No meio de tanta tensão tem-primas, o ministro de finanças grego, Yanis Varufakis, que reiterou sua rejeição da proposta de reforma apresentada pela troika: “o sistema de pensões na Grécia não é sustentável e qual é a proposta de reforma que vem das instituições? Que recortemos as pensões. Mas já foram cortadas em 40%. É recortá-las mais uma reforma? Eu acho que não.” Também mostrou sua rejeição da pretensão dos credores gregos de aumentar o IVA da electricidade, de 13 a 23% ou o dos medicamentos, de 6 a 12%. “Se continuam pressionando a nossa população até a miséria, nunca seremos reformables”.

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