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Quem são os países MINT?

18/06/2017 - Mundo

Para os investidores internacionais parece que adoram siglas. Até há poucos meses, ele tinha força para pertencer ao clube dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do sul), que eram exaltará como exemplo para os PIGS (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha). Em uma espécie de segunda divisão, os mais avançados da classe encontravam-se os MINT (México, Indonésia, Nigéria e Turquia) que o mercado se recusou a conceder seus favores, mas coqueteaba com eles. Mas já diziam os romanos, Sic transit gloria mundi, que vem a dizer que a glória é efémera e que hoje está em cima, em um abrir e fechar de olhos, pode estar mergulhado na indiferença.
Com tudo totalmente alteradas, os BRICS andam de camada queda e os PIGS já não causam o espanto dos investidores, México, Indonésia, Nigéria e Turquia, os MINT, ficaram em uma espécie de terra de ninguém. Os quatro têm várias características em comum: grandes populações, fortes taxas de crescimento, classes médias em rápida ascensão e enraizadas culturas empresariais. Embora não tenham sofrido o impacto da desaceleração, de uma forma tão brutal como os até agora crianças mimadas da economia mundial, os BRICS, o grupo de quatro países emergentes, continua tendo uma base sólida de estabilidade política, embora seu crescimento foi decelerado.
No caso da Nigéria, no início deste ano houve eleições presidenciais no que foi a primeira transição pacífica no poder, após os 55 anos desde que o país declarou sua independência. Este fator de estabilidade foi superado pela queda do preço do petróleo, sua principal exportação, que reduziu drasticamente os benefícios que deixa o país. Uma dificuldade que é compartilhada também por México e Indonésia, que são grandes produtores de petróleo.
Turquia, em contrapartida, está abalada pela crise de refugiados na fronteira da Síria, continua em vigor o velho conflito com os curdos do PKK. Uma instabilidade que pode dar ao traste com a longa década de crescimento econômico que sempre vivo o país desde a chegada de Erdogan ao poder, em 2003. No entanto, diante da situação interna que vive o país e as convulsões que açoitam os emergentes, a Turquia precisa de uma gestão económica competente que inspire a confiança internacional.
Quanto ao México, o crescimento mais sólido nos Estados Unidos permite abrigar esperanças, já que pode estimular a demanda de seus produtos, enquanto que pode se beneficiar do aumento dos custos, produzir na China, um aumento que torna mais atraente instalar fábricas no México as empresas que querem exportar para os EUA.
Finalmente, a mais afetada pela tempestade China é a Indonésia, pois é um grande exportador de matérias-primas para a primeira economia asiática, um fato que fez com que a economia indonésia crescer à sombra de Pequim. E já se sabe que se a China espirra, toda a Ásia se constipa.

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