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Porto Rico: o da América do sul?

29/06/2017 - Mundo

Os meios de comunicação norte-americanos trouxeram à tona as muitas semelhanças entre a situação da Grécia e de Porto Rico. Muitos deles destacam que ambos os países se endividou-se, no momento, de uma maneira descontrolada e agora não pode fazer face às obrigações que contrairam. Também encontram caminhos paralelos em fatos como o de que tanto a Grécia como Porto Rico sofreram uma elevada evasão fiscal, acusam seus executivos de corrupção governamental, consideram que as estatísticas e projeções econômicas que lidam com ambos os estados não são sérias e vem de uma importante falta de transparência das finanças públicas. Ambos os países há anos, aplicando dolorosas medidas de corte da despesa pública e, de alguma forma, os dois pertencem a uma união monetária, a Grécia, o caso do euro e Porto Rico com o dólar norte-americano, que os impede de contar com a sua própria política monetária, pois estão maniatados às moedas fortes que não podem desvalorizar conforme lhes convier.
Embora começam a chamar a Porto Rico a Grécia do Caribe, entre ambos os casos, existem algumas diferenças importantes. Enquanto que a grande maioria da dívida da Grécia está nas mãos de instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (fmi) ou o Banco Central Europeu, os bônus riquenhos são negociados no mercado norte-americano. A exposição norte-americana para ambas as crises é muito diferente: apenas 14% da dívida grega está em mãos de bancos norte-americanos, enquanto que a cidade do méxico é 100% adquirida por entidades norte-americanas, um fato que explica o grande nervosismo vivido em Wall Street, que você pode ver como a queda da economia de Porto Rico pode fazer mossa nas contas de resultados do sistema financeiro norte-americano. No meio de uma espiral de especulação, as três grandes agências de rating vieram a agravar ainda mais o panorama enfrenta Porto Rico ao decidir baixar a classificação da dívida do país na categoria de bônus lixo.
Por parte do executivo insular foram tomadas medidas como um valor subida de impostos, atrasar pagamentos a fornecedores e devoluções de Finanças e retirar fundos dos planos de pensões, à espera de poder renegociar com susacreedores. As causas por que a ilha tenha chegado a esta situação, em um relatório publicado pelo reputado economista Anne Krueger, podem resumir-se em três seções. O primeiro são os problemas estruturais da economia de porto rico, como o elevado nível de desemprego, o que faz com que apenas 40% da população de trabalhar ou procurar trabalho. O segundo, as convulsões econômicas particular, honesto pela ilha, como a revogação da secção 936 do Código de Rendas Internas, que dava incentivos às empresas norte-americanas de manufatura para investir e operar em Porto Rico. Finalmente, Anne Krueger, põe o acento nas fracos finanças públicas que têm contribuído em grande medida para agravar a crise da dívida, que passa por Porto Rico.