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O FMI nos sorri

18/06/2017 - Mundo

Portugal, segundo os dados publicados pelo FMI em seu último avanço de previsões, parece deixar para trás os anos em que os homens de preto tutelaban cada passo que dávamos em matéria económica. Embora os índices de desemprego continuam muito elevados, a dívida pública cresceu consideravelmente e o executivo tem dificuldades para cumprir o ajuste fiscal adotado no seio da União Europeia, as previsões macroeconómicas apontam que seremos o país da zona euro que mais cresce, tanto este ano como o seguinte. De fato, junto com Estados Unidos, nós somos a única grande economia desenvolvida que o FMI melhora suas projeções para os dois próximos anos.
De acordo com os especialistas do FMI, Brasil vai crescer este ano cerca de 2%: uma figura que representa uma elevação de três décimos de o avançado pelo Fundo em outubro e que, se se atende ao final do exercício, seria o nosso melhor registo desde 2007, quando cresceu 3,5%. O FMI é ainda mais otimista sobre a nossa economia que instituições como a OCDE e a União Europeia, que esperam um crescimento de 1,7% este ano. No entanto, há outros estudos que antecipam que, em 2015, vamos crescer ainda mais rápido, como o publicado por Intermoney, que aposta por 2,2% de crescimento do nosso PIB, ou o painel de especialistas de Funcas, que espera um avanço de 2,1%.
Como tudo na economia é agridoce, nesta ocasião, o lado menos bom das previsões elaboradas pelo FMI é para a Alemanha, a França e a Itália. No caso alemão, a previsão é de que o crescimento se mantenha este ano em 1,3%, dois décimos a menos do que o esperado, enquanto que para a França prevê um exíguo progresso de 0,9%, uma décima abaixo do que o antecipado em outubro, e a Itália lhe dá um corte de meio ponto em suas previsões e reduz o crescimento do PIB 0,4%.

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