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Italia vuelve al 2000

31/05/2017 - Mundo

O conjunto da economia italiana foi 1,61 bilhões de euros, de acordo com os dados confirmados pelo Istat, o Instituto de Estatística Italiano. O comportamento da economia italiano, que emplaca três exercícios, em retrocesso, contrasta com o registrado em outros países, como os Estados Unidos, ou em grandes economias europeias, como é o caso de Alemanha, Espanha e França, que se encontram em terreno positivo.
Contra o melhor comportamento do consumo nos países que têm fechado 2014 para cima, em Itália, a procura interna registou uma queda de 3,3%, uma queda que foi parcialmente amortecida pelo crescimento de 2,7% das exportações de bens e serviços das empresas italianas. O único setor econômico que contribuiu para crescimento, neste caso, de 0,1%, foram os serviços, enquanto que tanto a agricultura como a indústria e a construção diminuíram a sua actividade no ano passado.
O menor dinamismo econômico registrado no país fez com que o déficit italiano encerramento do exercício em 3%, uma décima acima de 2,9% registrados ao final de 2013. Apesar de tudo, é um dado bastante melhor do que o de países como o nosso, que ainda cresce mais rapidamente registra quase o dobro de desequilíbrio nas contas estaduais. No entanto, a dívida pública continua sendo o maior problema macroeconômico que registra Itália: no fim do ano passado alcançou os 2,13 bilhões de euros, o equivalente ao 132,1% de seu PIB, frente aos 1,03 bilhões de Portugal, que representam 97,60% do volume anual de nossa economia.
Quanto ao emprego, Itália fechou 2014, com uma taxa de desemprego de 12,7%, três décimos a mais do que o registrado em 2013 e que é a mais alta desde 1977, mesmo que os dados do Istat refletem um maior desemprego no sul do país, onde se situou em um 20,7%. Nos países da zona euro, a taxa de desemprego acabou 2014 em 11,2%, a mais baixa desde abril de 2012, um dado que também caiu uma décima no conjunto da União Europeia, até 9,8%. No entanto, a Itália está muito longe de as taxas de desemprego alcançadas na Grécia (25,8%) e Espanha (23,4%), o que vem a demonstrar que a estrutura econômica de cada país, é o principal elemento na hora de manter o emprego em momentos de dificuldades, já que, embora a economia italiana se comporta pior do que a espanhola tem destruído menos postos de trabalho.
Com relação ao futuro, as previsões que operam com entidades como o FMI apontam para uma lenta recuperação da economia italiana, que também espera um aumento do PIB de 0,4% este ano e de 0,8% em 2016. Um comportamento que contrasta com as projeções positivas para a Alemanha, 1,3 e 1,5%, França, 0,9 e 1,3%, e sobretudo para a Espanha, onde se espera um crescimento de 2 e 1,8%, respectivamente.

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