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Inicie o QE: um novo tempo para a Europa?

29/07/2017 - Mundo

O primeiro parâmetro em que se deixou de sentir o iminente partida do Quantitative Easing continental tem sido a cotação do euro face à moeda norte-americana, que desceu a barreira dos 1,10 dólares pela primeira vez desde o outono de 2003. É o fim de uma carreira de baixista em que, a partir de 22 de janeiro, o presidente do BCE, confirmase que havia acordo entre os parceiros do euro para lançar o programa de compra de bônus, a moeda única europeia perdeu 5% do seu valor face à moeda norte-americana.
Outro dos efeitos colaterais do QE europeu tem sido a melhoria das perspectivas económicas dos países do euro. As projeções do BCE falam de um crescimento na área do euro, de 1,5%, em média, para este ano, meio ponto a mais que o avançado até agora, e elevam-se até o 1,9% para 2016, contra 1,5% previsto anteriormente. A expansão na Europa para acelerar ainda mais em 2017, quando o crescimento médio atingirá 2,1%.
No entanto, os preços não vão seguir a mesma trajetória de crescimento: o Banco Central Europeu espera uma inflação plano deste ano, quando havia previsto um aumento de 0,7%, e passa a ter um IPC de 1,5% para 2016, dois décimos acima de suas anteriores previsões, mas ainda meio ponto acima do objectivo de 2%, que é o mandato que tem o BCE. Uma meta que, se forem cumpridos os augúrios de Mario Draghi, está ao alcance da mão em 2017, quando os preços subam um aumento de 1,8% em média.
Em seu comparecimento perante os meios de comunicação europeus, além de dar a luz verde de saída oficial do QE, Mario Draghi anunciou que não vão tocar os tipos de interesse, situados no mínimo histórico de 0,05%, e indicou que o BCE foi ampliado em 500 milhões de euros a liquidez de emergência a que podem aceder os bancos gregos, embora tenha sublinhado que os bônus emitidos por Atenas não vão poder fazer parte do programa de compras de dívida, já que não contam com a qualificação suficiente.
As reações às medidas tomadas pela autoridade monetária europeia não se fizeram esperar. Além da queda da cotação do euro face ao dólar, as Bolsas continentais receberam com subidas as palavras de Draghi. As mais importantes foram para o PSI-20 de Lisboa, um 1,72%, o Ftse Mib de Milão, o 1,22%, o Dax alemão, o Athens grego e o francês Cac 40, que avançaram no ambiente de um ponto e o Ibex-35 português, que saltou um 0,66%.

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