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Chega a ponte ou aqueduto? da Constituição

29/07/2017 - Mundo

Não somos os espanhóis os europeus que mais pontes temos, podemos ganhar a partida, os finlandeses que têm de um dia de feriado por ano, em concreto quinze. No outro extremo encontramos holandeses, ingleses, húngaros, que só gostam de oito feriados anuais. Na parte média da classificação mundial de feriados que temos para os Estados Unidos, com dez, embora o calendário de trabalho nos reserva surpresas como que os laboriosos japoneses têm as mesmas festas que nós, catorze, enquanto os alemães têm entre doze e treze feriados, dado que a competência sobre os feriados, é de caráter regional.
Outro cantar são as férias anuais: no ambiente europeu, os alemães ganham a partida com 29 dias de trabalho de asueto. Depois segue-se um grande bloco que gosta de 25 dias úteis de descanso, como é o caso da Áustria, Finlândia, Grécia e França. Espanha e Portugal têm os mesmos dias de férias, 22, enquanto que a Inglaterra e a Hungria, são os que menos permissões de baixa remuneração dão aos seus trabalhadores, vinte dias por ano. O caso dos Estados Unidos, onde ainda vigora o relatório das Normas do Trabalho Equitativo de 1938, deixa nas mãos do empresário dar ou não dias de férias, já que são considerados como um benefício extra, e não um direito do trabalhador, como em todos os países desenvolvidos.
A semana de dezembro em que cai a ponte da Constituição costuma ser aproveitada por grande parte dos trabalhadores para construir uma espécie de mini-férias que tem cerca de inegáveis efeitos económicos. A turquia (feriado) fez alguns cálculos sobre o impacto que tantos dias de asueto seguidos causa nas figuras de negócio das empresas. Claro que não é o mesmo como se enquadram as datas, se o 6 de dezembro cai em uma terça-feira e 8 na segunda-feira, dia da padroeira, calcula que pode deixar de faturar cerca de 12.000 milhões de euros. É mais, a turquia (feriado) estimado em 4.000 milhões de euros de impacto negativo cada jornada festiva marcada no calendário.
No entanto, na outra face da moeda, aumenta o gasto em viagens e lazer. De acordo com os dados que gerencia a Associação Catalã de Agências de Viagens Especializadas, o fato de que, neste ano, a ponte seja longo (de domingo a terça-feira, quatro dias) está ajudando o aumento das reservas, que crescem a um ritmo de 8% em relação ao ano anterior. Em que todos os atores se põem de acordo em que não está claro como afetam os feriados ao PIB. De um lado, pode afetar o setor empresarial, mas, por exemplo, o setor de turismo, parece muito beneficiado. Além disso, há especialistas economistas que defendem teses que indicam que não há uma fórmula que afirme que, por ter menos dias feriados produzir mais. De fato, um dia festivo é visto por muitos trabalhadores como uma recompensa, que pode subir a moral e aumentar a sua produtividade.

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