Menu

A União Europeia pode considerar mudar de rumo

29/06/2017 - Mundo

Os rumores sobre um possível relaxamento da política económica europeia começaram este verão, quando Jean-Claude Juncker propôs aos deputados a pôr em marcha um plano de investimento, tanto público como privado, por um montante de até 300.000 milhões de euros. A idéia de Juncker, que está, agora, em pleno processo de confirmação dos comissários europeus, era mobilizar essa quantidade de dinheiro em um prazo de três anos para incentivar projectos de infra-estruturas de transportes, I, D, banda larga, energia e em um programa de reindustrialización da Europa.
Precisamente agora se soube, de acordo com as informações do Bundesbank, que a economia alemã perdeu força no primeiro trecho de 2014 e prevê um crescimento muito moderado no segundo semestre do ano. De acordo com o último relatório mensal do Banco Central alemão, a indústria se travou entre julho e setembro, e o setor da construção apenas trará crescimento. O documento acrescenta que a produção econômica total foi preso, enquanto que o produto interno bruto (PIB) da Alemanha contraiu no segundo trimestre 0,2%. As perspectivas para o quarto trecho do ano são cautelosas, tanto pela queda da entrada de pedidos, como a queda dos indicadores de confiança empresarial.
Com este cenário de desaceleração do fundo, os ministros de economia e finanças da Alemanha e França reuniram-se em Berlim. Um encontro do que já saiu um comunicado conjunto em que as duas principais potências da UE comprometem-se a promover um documento, antes de final de ano, para fortalecer os investimentos. Os representantes do governo galo avançaram alguns números: França pode comprometer-se a salvar 50.000 milhões, mas pede em troca, a Alemanha, que invista a mesma figura no seu próprio país para fortalecer a economia e estimular a recuperação em toda a zona euro. Algumas pessoas consideram que podemos estar perante o princípio do fim da austeridade guardião que defende a Alemanha, uma mudança de rumo requerido por diversas entidades como o FMI, a OCDE, o BCE ou o Governo de Barack Obama.