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A inflação cresce em novembro pela subida da luz

18/06/2017 - Mundo

Agora que se aproxima a época tradicionalmente mais positiva para o comércio, o Natal, a inflação fechou novembro com um novo descida homóloga, neste caso, de 0,3%, o que representa um crescimento de quatro décimos, se tivermos em conta que outubro fechou com uma queda de preço de 0,7 pontos percentuais. Este leve subida, sempre do terreno negativo, em que o IPC leva movendo-se a partir de julho de 2014, pode antecipar o aguardado regresso a área positivas em dezembro, quando as compras de natal sempre tendem a puxar para cima os preços. No entanto, no ano passado, o Natal se tornou uma rotina na inflação de um ponto, uma tendência para a baixa, que se aprofundou no arranque de 2015, quando os preços caíram 1,3%.
Ao longo do ano que quase já vamos deixar para trás, o IPC tem estado localizado em valores negativos e só conseguiu alguns tímidos avanços de 0,1 pontos em junho e julho. A volta do verão, os preços nos deram um pequeno susto ao descer 9 décimos em setembro, embora a tendência, desde então, tem sido de ir ganhando terreno pouco a pouco. Ainda em dezembro, a inflação subir, algo que ainda está por ver, nem de longe se vai cumprir as previsões que estão se antecipando ao longo do ano em que os preços voltariam a terrenos positivos, neste exercício, uma teimosa realidade que nos afasta ainda mais do objetivo de inflação de 2%, que tem como mandato o Banco Central Europeu.
Um dos fatores que, segundo o INE, têm influenciado a subida homóloga do IPC de novembro é o encarecimento da energia elétrica e a manutenção dos preços dos combustíveis e lubrificantes, especialmente do óleo diesel e da gasolina, de frente para as descidas que passamos em 2014.
Quanto ao preço da luz, de acordo com os dados que gerencia a Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência, para o consumidor médio doméstico da eletricidade foi encarecido um 83,2% desde 2003 até os nove primeiros meses de 2015. Nos últimos 18 meses, o preço médio passou de 0,131 €/KWh para 0,240 r $ /KWh para o consumidor doméstico, ou seja, para um agregado familiar que conte com uma potência contratada de 3,98 KW e um consumo de 210 KWh a cada mês.

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