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A China vai crescer acima de 7% no ano que vem e Japão apoia maciçamente as reformas de Shinzo Abe

31/05/2017 - Mundo

Quando chegou ao poder pela segunda vez, em dezembro de 2012, Shinzo Abe, levantou uma série de medidas que transformasen profundamente a economia japonesa em uma tentativa de puxar para o seu país de um tempo muito longo período de decadência. A metade de mandato, apesar de desfrutar de uma folgada maioria, Abe decidiu dissolver o parlamento japonês e chamar os cidadãos às urnas, com o objetivo de obter o suficiente respaldo para seu programa de medidas. Já reeleito primeiro-ministro tinha apresentado esta convocatória eleitoral como “uma oportunidade para que os japoneses refrenden nossas políticas econômicas”, uma série de medidas conhecidas como Abenomics com que o Governo japonês quer reativar sua economia através agressivos estímulos monetários e uma grande elevação do gasto público.
Com o resultado colhido nas urnas, que será objeto de análise pelos mercados internacionais, o conservador Partido Liberal Democrata e seu parceiro parlamentar, o budista Novo Komeito, revalidan sua maioria para os próximos quatro anos. “Quero agradecer a confiança das pessoas que nos foi votado. Graças a eles, podemos manter a administração atual e continuar o nosso trabalho”, disse Shinzo Abe, que se depara com uma realidade econômica que reflete que o país, de acordo com os dados tornados públicos, entrou em recessão técnica ao descer de 0,4% de seu PIB no terceiro trimestre do ano, uma descida que se acrescenta à de 1,9% registrada entre abril e junho.
O outro gigante asiático, China, apresenta alguns números de crescimento completamente afastadas das japonesas. O Banco Popular da China acaba de avançar suas projeções para o ano que vem, em que reafirma que vai crescer 7,4% em 2014, enquanto que para o ano de 2015 prevê que o faça um 7,1%. Estes números refletem uma desaceleração da economia chinesa, que os documentos oficiais atribuídos “à queda das vendas de imóveis”, embora “as exportações aumentarão graças à recuperação da economia mundial”. No entanto, o relatório oficial chinês acredita que o emprego não é afetado pelo menor crescimento econômico e que, ao longo do próximo ano, terão um efeito de alguma das medidas liberalizadoras empreendidas pelo Executivo chinês.